(eu mesma õ/)
Muita das vezes, escrevo aqui porque estou muito feliz ou muito triste (ou com raiva).E eu percebi, que faço isso porque nunca consigo me abalar a ponto de chorar. Simplesmente brotam ideias pra escrever num texto em prosa ou em poesia...ou até mesmo qualquer coisa que normalmente é bem cheio de metáforas, e entrelinhas.
E isso É literatura.
Deveria estar com ciúmes, ou estar triste, ou chorando.Porque saber que somos muitas, não é motivo pra se comemorar, afinal concorrência é ruim em todos os sentidos.
Mas só quis escrever.
A unica coisa que pulam de minha mente são palavras, um tanto incomuns e um pouco formais demais formando um lindo e poético texto.
Mas uma lágrima de adolescente normal?Isso é algo que não existe em meu mundo.
Como se a promessa que fiz a chuva certa vez tivesse dado certo.Claro que eu não acreditei porque chorei muitas outras vezes depois da promessa,mas parece que por algum motivo sobrenatural, eu simplesmente me recuso a soltar de meu coração uma lágrima que seja por qualquer pessoa que não seja o meu pai.
Dele sim, choro até sem querer, quando menos espero, uma lágrima abre as porteiras e daí vem uma enxurrada de lágrimas quentes uma atrás da outra.
Agora eu estou, triste, com ciúmes, doida pra fugir dessa relação, mas completamente calma e sem uma lágrima.Sem nem ao menos pensar nisso ou em qualquer um dos demais sentimentos.
•••
Um leve vento vaga por dentro de um coração vazio...Faz barulho, bagunça tudo, mas ninguém dá sinal de vida.
Sua dona não reprime o vento; Quer que ele traga algo pra dentro de seu coração.Mas ventos não trazem conteúdo, só tiram os que já existiam do lugar.
Então a chuva tenta se aproximar, afinal com o frio que existe alí seria fácil fazer a água transbordar. Mas a dona deste coração não se abala por nenhuma hipótese,e com isso a pequena nuvem negra pronta pra chover, seca.
E aquele coração não está triste, nem feliz...E sua dona é vista como uma pessoa forte por isso.
Mas a verdadeira força não vem das armaduras que ela põe em seu coração para que nada fique tempo suficiente para que causa algum dano, e sim das cicatrizes que inflamaram e até hoje não se foram.
Walkíria.
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